Jovem morto em abordagem policial tinha histórico criminal relacionado a furtos

Na manhã do dia 06 de setembro, Adrian Nunes Lima, conhecido como "Bracinho", foi morto durante uma abordagem da Polícia Militar em Campo Grande. O jovem, de 21 anos, possuía um histórico criminal que incluía furtos, como o roubo de uma bicicleta e a participação em um arrombamento de uma loja no Bairro Monte Castelo, onde foram levados R$ 900 em dinheiro.

De acordo com registros, o último crime cometido por Adrian ocorreu em 12 de junho, quando ele e um comparsa, Matheus Felipe Cesar, invadiram um estabelecimento comercial com um alicate corta-vergalhão. Durante a ação, eles conseguiram levar R$ 700 em notas e R$ 200 em moedas. Um funcionário tentou intervir, mas foi intimidado por Adrian, que simulou estar armado. Após a denúncia, a Polícia Militar localizou Matheus, que indicou o paradeiro de Adrian.

Durante a abordagem, Adrian resistiu à prisão e tentou tomar a arma de uma policial, o que resultou em um disparo que o atingiu. Mesmo ferido e algemado, ele conseguiu escapar pulando muros de terrenos vizinhos, mas a situação culminou em sua morte após ser encontrado por policiais. Testemunhas relataram que ouviram dois tiros e afirmaram que o jovem foi levado pelos agentes, mas não há informações claras sobre a sua condição na hora da abordagem.

A situação é cercada de controvérsias, já que Amigos de Adrian contestaram a versão oficial e alegaram que ele estava dormindo quando foi abordado. No local da ocorrência, foram encontrados vestígios de sangue ao lado de um colchão, além de duas facas, uma dentro de um tanquinho cheio de roupas e outra caída no chão. Testemunhas afirmaram que Adrian teria avançado com uma faca em direção aos policiais, mas a versão dos amigos sugere um cenário diferente.

A história de Adrian Nunes Lima é marcada por dificuldades. Em maio deste ano, sua família havia procurado informações sobre ele, que estava desaparecido há quase três meses. Ele havia se mudado de Bandeirantes para Campo Grande devido a ameaças de morte e estava vivendo em situação de rua na região do Bairro Morada Verde. O caso agora está sob investigação do Ministério Público, que acompanhará os desdobramentos da abordagem e a morte do jovem.

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