Angélica Saraiva de Sá, identificada como "Angeliquinha", uma das lideranças do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso, foi detida na última terça-feira, 22 de setembro, na cidade de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A prisão ocorreu após ela permanecer foragida desde 17 de agosto de 2025. Angeliquinha, que tem uma pena total de 260 anos, é acusada de exercer forte influência sobre atividades ilícitas, incluindo tráfico de drogas e extorsões, além de atuar em áreas de garimpo na região do extremo norte do estado, particularmente em Alta Floresta.
A foragida havia fugido da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, no último ano. No momento de sua captura, Angeliquinha possuía seis mandados de prisão em aberto, que foram expedidos em 2026. Sua condenação abrange crimes graves, como homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa.
A localização de Angeliquinha foi possível através de uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e a polícia boliviana, que colaboraram para a detenção da criminosa. Após a prisão, os policiais iniciarão os procedimentos legais necessários para a sua extradição ao Brasil.
A operação que levou à prisão de Angeliquinha está relacionada à Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em março. Essa operação tinha como objetivo desarticular um esquema criminoso vinculado à família da detida. As investigações indicam que Angeliquinha tinha um papel ativo em facilitar atividades ilegais e em operações de lavagem de dinheiro.
Durante a Operação Showdown, foram cumpridas 31 ordens judiciais, que incluíram quatro mandados de prisão, sete de busca e apreensão, além de seis sequestros de veículos. A operação também resultou em quatro sequestros de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de pessoas jurídicas ligadas ao esquema criminoso.





