Lula Critica Netanyahu e Aumenta Poderes da Primeira-Dama Janja

O presidente Lula afirmou que o Brasil não tem problemas com Israel, mas sim com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A declaração ocorre em meio a tensões diplomáticas e críticas à atuação de Netanyahu.

Simultaneamente, um decreto do governo Lula que expande os “poderes” da primeira-dama Janja tem gerado controvérsia. A oposição alega que o objetivo é blindá-la de denúncias sobre gastos considerados excessivos, especialmente no uso de jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB). O uso dessas aeronaves é geralmente restrito a chefes de Poder, ministros, comandantes militares e, mais recentemente, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Críticos argumentam que a ampliação dos poderes permite que Janja continue utilizando recursos públicos de forma questionável, enquanto o Planalto se defende afirmando que a primeira-dama não ocupa um cargo oficial. A Casa Civil, responsável por solicitar os jatinhos da FAB para Janja, coloca o presidente Lula em uma posição vulnerável a acusações de crimes de responsabilidade.

No cenário político, Davi Alcolumbre, após sinalizar dificuldades para a aprovação da indicação de Jorge Messias ao Senado, se reuniu com os presidentes do STF, Edson Fachin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, acompanhado de Rodrigo Pacheco. Alcolumbre está abertamente apoiando a candidatura de Rodrigo Pacheco para a vaga de Luís Roberto Barroso no STF.

A aposentadoria antecipada de Barroso pode influenciar as próximas nomeações de Lula para o STJ. A juíza negra Flavia Martins de Carvalho, auxiliar do gabinete de Barroso no Supremo, é cotada para uma vaga no STJ, possivelmente com a aposentadoria do ministro Og Fernandes em 2026. No entanto, sua indicação depende de articulação política, incluindo sua designação como desembargadora do TJ-SP, decisão que cabe ao governador Tarcísio de Freitas. Uma possível indicação de Flávia Martins seria uma tentativa de atenuar a pressão para a escolha de uma mulher para a vaga de Barroso no STF. O movimento “Mulheres Negras Decidem” defende que a sucessão de Barroso representa uma oportunidade para corrigir uma “injustiça histórica”.

Após a derrota no Congresso, o governo Lula planeja apresentar uma nova proposta para garantir os R$ 20 bilhões necessários para o equilíbrio do arcabouço fiscal. Lula aposta no apoio do Senado e em um discurso de justiça tributária, defesa da soberania nacional e possíveis acenos dos Estados Unidos.

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