Mais de 300 pessoas SE mobilizam contra hidrovia no Rio Paraguai

No último sábado (6), Corumbá foi palco de uma mobilização significativa contra a proposta de implantação da hidrovia no Rio Paraguai, que reuniu mais de 300 participantes. O evento, denominado "abraçaço", fez parte da programação da Romaria do Pantanal e do Cerrado, encerrando uma série de atividades que começaram na quarta-feira (3). Durante o ato, os manifestantes realizaram um abraço simbólico no rio como uma forma de protesto, exibindo cartazes com mensagens como "Ferrovia sim! Hidrovia não" e "Navegação na fase de seca não".

A mobilização contou com a presença de diversos grupos, incluindo a FONASC (Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas), que trouxe representantes de comunidades tradicionais, movimentos sociais e apoiadores de causas ambientais. Luany Mônaco, mobilizadora popular, afirmou que as ações promovidas ao longo da semana foram fundamentais para fortalecer a participação da população no debate sobre o tema. "Como mobilizadora, vi que essas ações trouxeram fortalecimento para a comunidade, que se sentiu mais forte e potente", afirmou.

Luany também destacou a importância da participação em espaços institucionais, como as audiências públicas, onde a comunidade teve a oportunidade de expressar suas opiniões sem ser silenciada. "Na audiência de ontem, conseguimos falar e debater sem sermos silenciados", comentou. Para Luany, o processo foi marcado por um aumento da representatividade social e política, refletindo um fortalecimento do sentimento coletivo.

A mobilização surge em um contexto de avanço de projetos relacionados à expansão portuária em Corumbá e à discussão sobre a viabilidade da hidrovia no Rio Paraguai. Esse tema tem gerado divisões entre setores econômicos e ambientais, com defensores da hidrovia argumentando sobre o potencial logístico para o escoamento de cargas, enquanto críticos alertam para os possíveis impactos negativos no bioma do Pantanal, especialmente em períodos de estiagem.

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