Marinha abre inquérito sobre naufrágio no Lago do Manso que matou dois

A Marinha do Brasil instaurou procedimento para apurar as causas do naufrágio de uma embarcação ocorrido no último domingo (28) no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães, que resultou na morte de dois homens, o empresário Lucas Alves Yerdiska, de 33 anos, e o piloto Vando Celso Almeida Orro. A fase de investigação foi iniciada após a conclusão das buscas e o resgate dos corpos das vítimas.

O acidente envolveu um passeio de barco conduzido pelo, que transportava uma família para um passeio turístico pela região. Durante a navegação, a embarcação acabou virando e afundando. Lucas estava no barco com a esposa, Camila Mazzaron, e os dois filhos do casal, Bernardo, de 6 anos, e Benício, de 1 ano. A mulher conseguiu salvar os dois filhos pequenos e pedir ajuda a moradores próximos, que participaram do resgate inicial.

Pai e piloto continuam desaparecidos. - Foto: reprodução redes sociais.
Naufrágio no Lago do Manso mata dois e Marinha abre investigação. – Foto: reprodução redes sociais.

As buscas pelos dois homens desaparecidos se estenderam por cinco dias e mobilizaram equipes especializadas, que utilizaram drones, embarcações de apoio e até um helicóptero para varredura da área. O corpo do empresário foi localizado na quarta-feira (31), a cerca de um quilômetro da margem do lago. Já o piloto foi encontrado no dia seguinte, um pouco mais distante, em um ponto com aproximadamente 1,3 quilômetro da margem.

Com a conclusão do resgate, a Marinha iniciou a apuração técnica para identificar os fatores que contribuíram para o acidente. Segundo a corporação, serão analisadas as condições climáticas no momento do naufrágio, o estado da embarcação e o cumprimento das normas de segurança, incluindo o uso de equipamentos obrigatórios como coletes salva-vidas.

O capitão de fragata Carlos Corrêa, que acompanha o caso, afirmou que o inquérito deve levar até 90 dias para ser concluído. O objetivo é esclarecer as circunstâncias do acidente e verificar se houve falha humana, técnica ou ambiental que possa ter contribuído para a tragédia.

Vítima de naufrágio conta detalhes do acidente no Lago do Manso. Foto: Reprodução

O piloto da embarcação foi sepultado nesta quinta-feira no Cemitério do Coxipó, em Cuiabá. Já o corpo do empresário Lucas Alves, de 34 anos, foi trasladado para o Paraná, onde a família reside e onde ocorreu o sepultamento.

Em nota, a Marinha reforçou o alerta para que condutores e passageiros de embarcações redobrem a atenção às condições do tempo e às regras de segurança, sobretudo ao uso de coletes salva-vidas, mesmo em passeios curtos, para reduzir riscos em ambientes aquáticos.

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