A Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), conhecida como royalties da mineração, totalizou R$ 49,58 milhões em Mato Grosso do Sul em 2025. O Estado se manteve entre os dez principais arrecadadores do País na atividade mineral, ocupando a 8ª posição no ranking nacional, com participação de 0,63% do total arrecadado no Brasil. A arrecadação, no entanto, apresentou uma queda de 28,42% em comparação ao ano anterior, influenciada pela diminuição do preço médio internacional do minério de ferro.
O secretário da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, destacou a importância do setor mineral para o desenvolvimento regional e a geração de receitas públicas. Ele ressaltou que os recursos da CFEM são fundamentais para investimentos em infraestrutura, saúde e educação nos municípios, enfatizando a necessidade de uma mineração responsável do ponto de vista ambiental e social.
A mineração em Mato Grosso do Sul é predominantemente concentrada nas cidades de Corumbá e Ladário, que possuem importantes depósitos minerais. Em 2025, Corumbá liderou a arrecadação da CFEM no Estado, com R$ 28,16 milhões, seguido por Ladário com R$ 8,16 milhões e Bela Vista com R$ 3,03 milhões. Esses três municípios representaram juntos 79,39% da arrecadação estadual.
O Estado registrou operações de mineração envolvendo 20 diferentes substâncias minerais em 2025, um aumento em relação às 17 do ano anterior. Um total de 167 empresas atuaram na exploração mineral, incluindo recursos para a construção civil e agronegócio, como areia e basalto. A atividade mineral é crucial para a economia de Mato Grosso do Sul, que abriga reservas significativas de ferro e manganês, além de outros minerais em áreas como a Serra da Bodoquena.






