A Fitch Ratings confirmou, no dia 1º, a classificação de risco de crédito do Estado de Mato Grosso do Sul, atribuindo a nota 'BB' para moeda estrangeira e local, além de 'AAA (bra)', que é a mais alta entre os entes federativos. Essa avaliação, que considera tanto o cenário nacional quanto o internacional, reforça a transparência e o controle nas contas públicas do Estado.
A manutenção da nota ocorre um ano após a primeira atribuição, realizada em julho de 2025, e demonstra que a percepção de risco em relação ao Estado se manteve estável. A resiliência financeira de Mato Grosso do Sul se evidenciou diante das pressões macroeconômicas, que não afetaram sua capacidade de pagamento.
Os dados financeiros do Estado revelam uma situação sólida. Ao final de 2025, a dívida externa totalizou R$ 1,393 bilhão, o que representa 14% da dívida direta, com a maior parte contraída junto a organismos multilaterais. Além disso, os passivos com a União corresponderam a 77,6% do total, todos geridos dentro do Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal (Propag). Um destaque importante é que o Estado quitou totalmente seu estoque de precatórios em abril de 2024, eliminando esse encargo.
A Fitch também confirmou notas de crédito de longo prazo para o Estado, com classificação 'B' em moeda estrangeira e local, além de reiterar a classificação 'AAA(bra)'. Esses ratings posicionam Mato Grosso do Sul no mesmo patamar de risco do Brasil, o que é considerado um sinal positivo. A perspectiva para os indicadores é estável, conforme apontado pela agência.
Além dos ratings, a Fitch analisou o risco de inadimplência do emissor (IDRs – Issuer Default Ratings), avaliando a capacidade do Estado em cumprir suas obrigações financeiras, considerando receitas, despesas, dívida e liquidez.
Para o período de 2026 a 2030, as projeções indicam um índice de payback de 6,0 vezes e uma cobertura do serviço da dívida de 1,3 vez. Apesar dos indicadores positivos, a agência destaca a rigidez orçamentária como um aspecto a ser monitorado com atenção.






