Ministério da Defesa estabelece cotas para negros, indígenas e quilombolas em concursos

O Ministério da Defesa publicou uma portaria que fixa a reserva de vagas para pessoas negras, indígenas e quilombolas em concursos para escolas de formação de militares e nos processos seletivos temporários. Os percentuais estabelecidos são de 25% para negros, 3% para indígenas e 2% para quilombolas.

Caso não haja candidatos quilombolas suficientes, as vagas remanescentes serão destinadas a indígenas e vice-versa. A autodeclaração dos candidatos deverá ser confirmada por meio de dados complementares. Para indígenas, poderão ser exigidos comprovantes de habitação em comunidades indígenas e documentos emitidos por instituições voltadas para a saúde e educação desse grupo.

Os quilombolas devem apresentar uma declaração de pertencimento étnico, assinada por lideranças da comunidade, e a certificação da Fundação Cultural Palmares que reconheça a comunidade como quilombola. Os editais dos concursos vão incluir a criação de comissões recursais compostas por membros distintos da comissão de confirmação da autodeclaração.

As decisões dessas comissões considerarão a filmagem do procedimento para candidatos negros, documentos apresentados por indígenas e quilombolas, parecer da comissão de confirmação e o recurso elaborado pelo candidato.

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