O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), repassou ao ministro Gilmar Mendes, nesta sexta-feira (16), os autos de um habeas corpus apresentado em favor da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na decisão, Moraes se declara impedido de apreciar pedido devido a uma questão regimental.
Ele exerce interinamente a presidência da Corte durante o recesso do Judiciário, iniciado em 12 de janeiro, e que se estende até o dia 31 de janeiro, período em que responde pelas questões urgentes, por isso não pode julgar a urgência de um caso em que está envolvido.
O habeas corpus foi pedido pelo advogado Paulo Souza Barros de Carvalhosa. Ele não faz parte da defesa de Bolsonaro. O ex-presidente foi preso em 22 de novembro do ano passado, por decisão de Moraes. Bolsonaro ficou detido na superintendência da Polícia Federal em Brasília, até quinta-feira, 15, quando foi transferido para a Papudinha, também na capital federal.
Moraes escreveu na decisão que a autoridade apontada como coatora no presente habeas corpus é o próprio ministro responsável pela análise das urgências no período, inviável a apreciação dos pedidos formulados por esta vice-presidência.



