O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, exigiu que o município de Dourados execute quase R$ 1 milhão liberados para limpeza urbana e remoção de resíduos. Esses valores, cerca de R$ 974 mil, foram destinados para ações que visam combater a epidemia de chikungunya na Reserva Indígena, onde a coleta de lixo é considerada uma das principais medidas para conter a propagação do mosquito transmissor.
Durante visita ao município, o ministro enfatizou a urgência na aplicação dos recursos disponíveis. Ele ressaltou a importância da integração entre a cidade e as comunidades indígenas, afirmando que as ações devem ser conjuntas, uma vez que a terra indígena de Dourados está integrada ao município.
Dourados enfrenta a pior epidemia de chikungunya em Mato Grosso do Sul, com 1.198 casos confirmados e cinco mortes, todas entre indígenas. A situação é agravada pela falta de infraestrutura adequada, como o abastecimento regular de água, que leva famílias a armazenarem água da chuva, criando focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti.
O governo federal já destinou mais de R$ 3,1 milhões para enfrentar a crise, incluindo recursos para saúde e assistência humanitária. A Força Nacional do SUS tem atuado com equipes para monitorar e combater a doença, realizando atendimentos clínicos e inspeções em imóveis, enquanto a situação epidemiológica permanece em constante mudança.






