Moradores de Campo Grande que identificarem a necessidade de melhorias na sinalização podem solicitar à Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) a instalação de semáforos, faixas elevadas e quebra-molas. Em 2026, a agência instalou 14 travessias elevadas, 12 semáforos e 45 redutores de velocidade na Capital, considerando a circulação de veículos e pessoas, principalmente perto de escolas, unidades de saúde e estabelecimentos comerciais.
Na Avenida Rita Vieira de Andrade, em frente ao Residencial Ilha Serena, uma travessia elevada e outra faixa de pedestres a poucos metros facilitam o acesso a uma padaria e outros comércios. Ainda assim, a gerente operacional da panificadora, Valéria Martins, de 37 anos, relata que muitos motoristas desrespeitam a preferência de quem atravessa. "Os carros não param, mesmo com a faixa elevada. Tem carro que para em cima da faixa. Ninguém respeita ninguém aqui", afirmou. Ela, que trabalha no local há um ano e seis meses, diz já ter presenciado um acidente entre motocicleta e pedestre, com ferimentos leves, e colisões traseiras quando motoristas param sem sinalizar.
A Agetran orienta que pedestres observem os dois sentidos da via antes de cruzar e que motoristas reduzam a velocidade e respeitem a preferência na faixa. No cruzamento das Ruas 25 de Dezembro e Maracaju, na região central, a instalação de semáforo e faixa de pedestres facilitou a travessia em um trecho com empresas, comércios e clínicas médicas, onde circulam idosos e pessoas com mobilidade reduzida. A lojista Roseli dos Santos, de 49 anos, conta que a mudança ocorreu há cerca de um mês e meio. "Melhorou, sim, facilita para todo mundo", disse, acrescentando que notou mais pessoas parando para conhecer a loja.
As solicitações podem ser feitas presencialmente no setor de protocolo da Agetran, na Avenida Gury Marques, 2.395, Bairro Universitário, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30. Pedidos de reforço da sinalização existente, como pintura de faixas e manutenção de placas, podem ser feitos pelo telefone 156. Após o registro, equipes técnicas avaliam características da via, fluxo de veículos e pedestres, acessibilidade e riscos de acidentes, além da presença de escolas, hospitais, mercados e condomínios.
A Agetran esclarece que a solicitação não garante a instalação dos equipamentos. A decisão depende de estudos de engenharia de tráfego e das normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que orientam as intervenções para prevenir acidentes e melhorar a mobilidade urbana.






