O Ministério da Saúde confirmou a sétima morte por chikungunya em Mato Grosso do Sul, envolvendo uma mulher de aproximadamente 80 anos, residente na cidade de Jardim. Este município, que possui cerca de 23 mil habitantes, apresenta 261 casos prováveis da doença, resultando em uma incidência de 1.065 casos por 100 mil habitantes, caracterizando uma epidemia local.
Atualmente, o estado enfrenta epidemia da chikungunya em aproximadamente onze cidades, com um total de 3.237 casos prováveis. A maior incidência da doença é observada nas mulheres, que representam 57% dos casos, e a faixa etária mais afetada é de 30 a 40 anos. O infectologista Júlio Croda alerta para a possibilidade de um aumento nos casos nas próximas semanas, devido ao período sazonal da doença, que se estende até o início de maio.
Em Dourados, que apresenta o maior número de mortes e casos graves, a taxa de ocupação dos leitos hospitalares é alta, com 385 dos 431 leitos ocupados. O sistema de saúde da cidade enfrenta pressão significativa, embora nem todos os internamentos sejam relacionados à chikungunya.
Por enquanto, não há indícios de que o surto possa se expandir para outras áreas de Mato Grosso do Sul, embora a epidemia esteja se alastrando pela região cone-sul do estado. A cidade de Campo Grande, por exemplo, conta com o método Wolbachia, que ajuda a controlar a população de mosquitos Aedes aegypti, reduzindo assim a possibilidade de surtos mais severos.




