O Sesc Teatro Prosa se transforma em palco para o Brasil contemporâneo, a partir de hoje e até sábado. O espaço recebe uma etapa da Mostra Palco Giratório, um dos maiores projetos de circulação de artes cênicas do país, com entrada franca.
Grupos artísticos do Ceará, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pará apresentarão um panorama diversificado da produção teatral nacional ao público sul-mato-grossense. Três dos quatro espetáculos contarão com interpretação em Libras, promovendo a acessibilidade.
O Palco Giratório, lançado em 1998, busca intensificar a formação de plateias através da circulação de espetáculos variados. Ao longo de mais de 20 anos, o projeto contou com a participação de 412 grupos de todas as regiões do país, realizando cerca de 10.000 apresentações para um público estimado em mais de 5 milhões de espectadores. A curadoria, com representantes do Sesc em todo o Brasil, visa fomentar o intercâmbio e a difusão de linguagens cênicas que dialoguem com as questões urgentes da atualidade.
A programação tem início com o espetáculo “A Força da Água”, do grupo cearense Pavilhão da Magnólia, na terça-feira, às 19h. A peça, com classificação para 14 anos e acessível em Libras, aborda a seca no Ceará, desde o período imperial até os dias atuais, questionando a narrativa da seca como fatalidade e expondo a “indústria da seca”.
Na quarta-feira, às 19h, a Trupe do Experimento (RJ) apresenta o teatro infantil “Da Janela”. A peça, com classificação livre, narra a história da amizade entre Nina e Cadu, incorporando recursos de acessibilidade como Libras e audiodescrição na dramaturgia.
A quinta-feira será dedicada ao Pensamento Giratório, às 19h, com o tema “A criação dramatúrgica a partir de uma comunicação acessível e poética”, conduzido pela Trupe do Experimento e mediado por Felipe Sampaio. A atividade, livre e acessível em Libras, busca discutir a construção de um teatro comunicável para todos.
Na sexta-feira, às 19h, o grupo mineiro Esparrama! apresenta “Aptá”, um espetáculo de dança-teatro com classificação livre, que explora as relações entre um dançarino e seu filho autista, abordando questões geracionais e de atipicidade comportamental.
Encerrando a semana, no sábado, às 16h, o grupo Las Cabaças (PA) apresenta “Divagar e Sempre”, com classificação livre. O espetáculo reflete sobre a amizade de duas palhaças na Amazônia, com um olhar sensível e cênico originário do Norte do país. A apresentação será acessível em Libras.






