Motoristas do Consórcio Guaicurus enfrentam pressão psicológica, cobranças indevidas e condições insalubres, conforme relatos que apontam para uma realidade preocupante. A empresa está sob investigação do MPT-MS, que busca apurar irregularidades trabalhistas. Desde a instauração do inquérito, que ocorreu em dezembro de 2025, as queixas sobre o ambiente de trabalho aumentaram significativamente.
Um dos motoristas, Rafael, compartilha que as avarias dos ônibus são descontadas diretamente de seu salário. Ele menciona que, mesmo em casos como pneus danificados por buracos nas ruas, a responsabilidade recai sobre os motoristas. Essa situação gera um impacto psicológico profundo, fazendo com que muitos se sintam aprisionados na empresa, com a ameaça de que dívidas os acompanharão caso decidam sair.
Os relatos de descontentamento são comuns entre os trabalhadores, que se sentem desvalorizados e desprezados. Rafael observa que, em uma reunião da CPI do Consórcio, motoristas chegaram a chorar ao implorar para que não fossem cobrados por danos causados por condições externas. As práticas abusivas relatadas incluem não pagamento de horas extras e descontos indevidos nos salários, além de veículos em péssimas condições de trabalho.
O MPT investiga ainda outras irregularidades, como fraudes nos registros de ponto e assédio moral. As denúncias revelam uma possível sobrecarga de funções e um ambiente de trabalho insustentável, o que torna a situação cada vez mais alarmante para os motoristas do Consórcio Guaicurus.





