A Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) confirmou o primeiro caso de raiva em morcego em Mato Grosso do Sul em 2026, o que acendeu o alerta sanitário para produtores rurais e órgãos de defesa agropecuária na região. O animal infectado foi encontrado entre os municípios de Rio Verde de Mato Grosso e Coxim, área considerada de foco para a doença.
Após a confirmação, produtores da região de perifoco foram comunicados pela Iagro por meio do sistema de inteligência do órgão, com orientações sobre os cuidados necessários para evitar a disseminação do vírus. A Iagro explica que a população pode acompanhar as áreas com registros da doença por meio do Painel da Raiva, ferramenta que permite o monitoramento dos focos confirmados no Estado.
A fiscal estadual agropecuária Lorrana Reis Vieira alerta que o manejo inadequado pode agravar a situação. Segundo ela, a destruição de abrigos por conta própria é contraindicada e pode aumentar a dispersão da espécie transmissora. “É fundamental que o produtor não tente controlar a situação sozinho. A Iagro realiza o monitoramento dos abrigos de forma técnica e segura, evitando riscos maiores”, explica.
A reforça que, ao identificar casos suspeitos, o produtor deve comunicar imediatamente a Iagro. Não há interdição da propriedade, aplicação de multas ou custos pelo atendimento, que é totalmente gratuito.
Mato Grosso do Sul passou por uma década sem casos registrados de raiva em humanos. O último caso confirmado no País ocorreu em abril de 2015, em Corumbá, onde acontecia uma epidemia de animais com raiva na época. A raiva é uma doença que atinge mamíferos, incluindo seres humanos, e é transmitida ao homem por meio da saliva de animais infectados por meio de mordedura, arranhadura ou lambedura.
A doença é caracterizada por sintomas como náuseas, anorexia, mal-estar geral, dor de cabeça e garganta, irritabilidade, entorpecimento, inquietude, pequeno aumento na temperatura e sensação de angústia. Em geral, o tempo da piora dos sintomas até o óbito dura de dois a sete dias. Por isso, é recomendado que pessoas com alto grau de exposição a esses animais, como veterinários e biólogos, vacinem-se como medida de prevenção. A vacina antirrábica para cães e gatos é distribuída gratuitamente na rede pública.



