MS é o 3º estado com mais crianças resgatadas

Mato Grosso do Sul registrou 235 crianças e adolescentes afastados de situações de trabalho infantil ao longo de 2025. De acordo com dados do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), o estado ocupa a terceira posição no ranking nacional de resgates, ficando atrás apenas de Minas Gerais e São Paulo.

Trabalho infantil
Trabalho infantil (Foto: Marcello Vitorino/Rede Peteca)

No total, 4.318 crianças e adolescentes foram afastados do trabalho infantil em todo o país no decorrer de 2025. Desse contingente, cerca de 80% estavam submetidos às piores formas de exploração, caracterizadas por atividades que oferecem graves riscos à saúde, à segurança, ao desenvolvimento físico e psicológico e à integridade moral.

Com base nos dados consolidados do ano, Minas Gerais liderou o ranking nacional, com 830 crianças e adolescentes resgatados, seguido por São Paulo, com 629, e Mato Grosso do Sul, com 235 afastamentos.

O cenário estadual reflete uma tendência preocupante em âmbito nacional. Dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) apontam que o Brasil voltou a registrar alta no trabalho infantil, após anos de queda. Atualmente, 1,65 milhão de crianças e adolescentes vivem nessa situação no país.

Após uma redução acumulada de 21,4% entre 2016 e 2024, o trabalho infantil apresentou crescimento de 2,1% em relação ao levantamento anterior, o que representa 34 mil novos casos registrados apenas em 2024.

O levantamento também mostra que ao menos 560 mil crianças e adolescentes estão envolvidos em atividades incluídas na Lista TIP (das Piores Formas de Trabalho Infantil).

De acordo com a legislação brasileira, trabalho infantil é toda forma de atividade laboral realizada por crianças e adolescentes abaixo da idade mínima permitida por lei.

No Brasil, o trabalho é proibido para menores de 16 anos, como regra geral. A exceção ocorre na condição de aprendizagem, permitida a partir dos 14 anos.

Já nos casos de trabalho noturno, perigoso ou insalubre, assim como nas atividades que integram a Lista TIP, a proibição se estende até os 18 anos incompletos.

O cenário atual dialoga com um histórico preocupante no estado. Em 2019, Mato Grosso do Sul contabilizava 29.660 crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil.

À época, a população estimada nessa faixa etária era de 513.608, o que representava 5,8% do total, percentual superior à média nacional, que era de 4,8%.

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