Nem metanol abala os destilados como favoritos no Carnaval: foliões ignoram risco

Em Campo Grande, o clima de festa parece ter criado uma barreira contra o medo de bebidas adulteradas. Apesar dos alertas sobre a “Era do Metanol”, os foliões continuam a escolher destilados como vodka e whisky, deixando a cerveja em segundo plano durante as festividades.

Antônio Luiz, presidente da AACGMS, afirma que a percepção de risco do público neste ano é quase inexistente. Ele observa que a preferência por destilados se mantém, mesmo diante de notícias sobre apreensões de bebidas falsificadas, com o movimento nas barracas indicando uma sede por bebidas com teor alcoólico mais elevado.

As barracas têm adotado estratégias criativas para atrair o público, como a mistura de promoções com inovação. Isabela Andrade, proprietária de uma barraca, criou um drink autoral chamado “Mounjaro do Carnaval”, que se tornou popular por sua apresentação com seringa. Ela enfatiza que, apesar dos eventos do ano anterior, redobrou os cuidados com a procedência das bebidas que oferece.

Embora muitos foliões optem pelos destilados, alguns, como a auxiliar administrativa Nicoly Alves, manifestam receio. Nicoly, que escolheu a cerveja, mencionou que o medo de intoxicação foi o principal motivo para evitar drinks de origem duvidosa. Além disso, a presença de substâncias ilícitas e o desrespeito às regras sobre dispositivos eletrônicos também marcam o carnaval, enquanto as autoridades monitoram as festividades em busca de segurança.

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