O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou nessa segunda-feira (19) uma caminhada em protesto contra o que classifica como “prisões injustas” relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023 e contra uma suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Batizada de “caminhada pela liberdade e justiça”, a mobilização começou em Paracatu (MG) e tem como destino final Brasília, com chegada prevista para o próximo domingo (25). O trajeto total soma cerca de 240 quilômetros e vem ganhando visibilidade no cenário político nacional.

A iniciativa foi anunciada por Nikolas Ferreira por meio de uma carta aberta publicada nas redes sociais. No texto, o parlamentar afirma que a caminhada tem caráter simbólico e busca chamar atenção para o atual momento político do país.
“Esta caminhada não é um gesto para resolver todos os problemas do Brasil. É, antes de tudo, um ato simbólico – e símbolos importam mais do que muitos imaginam”, escreveu o deputado.
Nos últimos dias, outros parlamentares passaram a se juntar ao movimento. Nesta terça-feira (20), os deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE), além do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), apareceram ao lado de Nikolas em registros divulgados nas redes sociais.
Mato Grosso
O deputado federal Coronel Assis (União-MT) oficializou nesta terça-feira (20) sua adesão à caminhada com destino a Brasília. Segundo ele, a mobilização ultrapassa o caráter partidário e representa uma forma de pressão popular por mudanças no país.

Em deslocamento pelo estado de Goiás para se juntar aos demais participantes, Coronel Assis afirmou que o ato simboliza a insatisfação de parte da sociedade brasileira e um pedido para que a população seja ouvida.
“Esse é um grande gesto de indignação da sociedade brasileira. Mostra que o Brasil tem gente e que o país precisa despertar. Como representante de Mato Grosso e vice-líder da oposição, tenho o dever de estar presente e representar quem acredita nessa mudança”, declarou.
A participação do parlamentar mato-grossense amplia o peso político da mobilização, especialmente por sua atuação como vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados.
A expectativa dos organizadores é que a chegada a Brasília reúna lideranças políticas e apoiadores, consolidando a caminhada como mais um capítulo de articulação e pressão no cenário nacional.
O movimento
Nikolas Ferreira afirma que a caminhada é uma resposta a recentes acontecimentos da política brasileira, entre eles as condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e ações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Coronel Assis é um dos principais críticos do que considera perseguição política contra parlamentares e apoiadores da direita. Recentemente, ele também criticou o veto do presidente Lula a um projeto que previa a redução de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro. Para o deputado, a escolha da data da publicação do veto, exatamente três anos após os episódios, não foi coincidência.






