A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) inaugurou oficialmente sua nova sede em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no dia 22 de outubro. O investimento total para a construção e estruturação do novo espaço ultrapassa R$ 50 milhões, permitindo que a instituição deixe de depender de laboratórios emprestados e amplie suas capacidades de pesquisa. A nova instalação, situada ao lado da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Gado de Corte, na Vila Popular, oferece uma infraestrutura adequada para realizar análises científicas complexas.
Anteriormente, a Fiocruz operava em um espaço localizado no Bairro Parati, que era considerado pequeno e inadequado para as exigências das pesquisas. Os pesquisadores enfrentavam a necessidade de se deslocar pela cidade para realizar suas atividades, enquanto o antigo local servia, em grande parte, como sede administrativa e de ensino. A diretora da Fiocruz em MS, Jislaine de Fátima Guilhermino, enfatizou que a nova sede é um marco importante, pois a fundação se aproxima de 18 anos de atuação no estado, com a data de comemoração marcada para 30 de junho.
Com a nova estrutura, a instituição poderá realizar atividades que exigem laboratórios específicos, que anteriormente eram realizados em locais como o Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e a UCDB (Universidade Católica Dom Bosco). Jislaine destacou que a nova sede disponibiliza um parque instrumental capaz de aumentar o volume de análises e, consequentemente, o impacto nas áreas de vigilância epidemiológica, vigilância genômica e vigilância de base comunitária.
O infectologista Júlio Croda, Pesquisador da Fiocruz de Mato Grosso do Sul, mencionou que a nova sede possibilitará o desenvolvimento de pesquisas, incluindo a busca por uma nova vacina contra a tuberculose. O Centro de Pesquisa Clínica da instituição, que ainda está em fase de licitação, será fundamental para o avanço das pesquisas e para a realização de treinamentos e projetos em colaboração com outras instituições.
Durante a inauguração, o presidente da Fiocruz nacional, Mario Santos Moreira, ressaltou a importância estratégica da expansão da unidade em Mato Grosso do Sul, especialmente diante dos desafios enfrentados pelo estado, como a Rota Bioceânica. O secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, também abordou as implicações industriais da nova sede, mencionando a vinda de migrantes para Ribas do Rio Pardo e os casos de hanseníase, tuberculose e sífilis que surgiram nessa região. Simões afirmou que a nova unidade da Fiocruz poderá contribuir para o desenvolvimento do estado, alinhando a saúde da população ao crescimento econômico da região.






