O número de alunos matriculados na rede municipal de educação de Campo Grande se manteve estável em 104 mil, enquanto os contratos para fornecimento de merenda escolar sofreram reajustes de quase 25%. Esses reajustes foram publicados na edição extra do diário oficial e variam entre 24,2% e 24,96%, com a inflação oficial acumulada em 4,44%.
Os contratos, assinados entre abril e setembro do ano passado, foram justificados com o aumento da quantidade em alguns itens. As três empresas contempladas com os reajustes terão um acréscimo de R$ 3,624 milhões no faturamento. O maior reajuste foi para proteínas congeladas, que passou de R$ 5,39 milhões para R$ 6,73 milhões, resultando em um aumento de R$ 1,34 milhão.
Esses contratos são financiados federalmente pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Coincidentemente, o reajuste ocorreu uma semana após o Governo Lula aumentar os repasses federais em 14,35%, após três anos sem correção. O PNAE, que atende 40 milhões de estudantes no país, enfrenta um déficit gradativo devido à falta de reajustes adequados ao longo dos anos.
Para repor as perdas desde 2010, o programa precisaria de um aumento de 90,3%, o que significaria elevar o valor por estudante/dia de R$ 0,50 para R$ 0,95. Em um cenário de mudanças políticas, 85% do orçamento do PNAE deve ser destinado à compra de alimentos in natura ou minimamente processados, limitando a 10% o uso de recursos para outras aquisições.






