A médica Olívia Paroschi Jafar obteve a revogação de sua prisão preventiva, tornando-se a quarta investigada da Operação Gutenberg a conseguir essa medida. A decisão foi comunicada por sua advogada, Estella Bauermeister, que explicou que o juiz responsável pela análise do caso concluiu que Olívia "não integra o núcleo que chefia a organização". A médica foi liberada no final da tarde de ontem.
Estella Bauermeister também ressaltou que Olívia sempre exerceu sua profissão na medicina, de onde obtém seu sustento de maneira lícita e independente. Embora não tenham sido especificadas as medidas cautelares que a médica deverá seguir, uma das possibilidades é a utilização de monitoramento eletrônico.
A Operação Gutenberg, que resultou na emissão de 16 mandados de prisão, ainda tem um mandado pendente de cumprimento, já que o publicitário Heyder Bartz se encontra foragido. Além de Olívia, outras três pessoas foram soltas sob condições diferentes do encarceramento, entre elas Geancarlo Leal de Freitas, Joatan Gomes Peixoto e Jessyca Duarte Burgatt.
Todos os liberados, conforme as investigações do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), atuaram como intermediários nos pagamentos entre a Editora Avante e membros do esquema criminoso. Frequentemente, esses indivíduos utilizaram suas contas bancárias para ocultar a verdadeira identidade dos receptores dos valores transferidos.
A Operação Gutenberg continua em andamento, com as autoridades investigando as atividades do grupo e buscando responsabilizar todos os envolvidos no esquema. O foco permanece na desarticulação da organização e na aplicação da lei contra aqueles que atuaram em conluio com a Editora Avante.






