Uma câmera escondida registrou a onça-pintada Corixo caminhando por uma área alagada no Pantanal. O vídeo, divulgado pelo Sesc Pantanal, mostra o felino em um dos ambientes que inspiraram seu nome e reforça a importância das áreas úmidas para a sobrevivência da espécie.
O registro foi feito na Reserva Particular do Patrimônio Natural do Brasil (RPPN) Sesc Pantanal, onde o animal é monitorado desde 2021. O nome não é aleatório. “Corixo” é como são chamados os pequenos cursos d’água que cortam o Pantanal e influenciam diretamente o ciclo das cheias, a oferta de alimento e o deslocamento da fauna.

Rosetas que identificam cada onça
Corixo integra o grupo de 39 onças catalogadas no Guia de Identificação das Onças da RPPN Sesc Pantanal. O material reúne fotos, padrões de pelagem e características individuais dos felinos monitorados na área.
As rosetas, manchas únicas presentes na pelagem da onça-pintada, funcionam como uma impressão digital. É por meio delas que pesquisadores conseguem identificar cada indivíduo em registros fotográficos e acompanhar sua movimentação ao longo dos anos.
Esse monitoramento é fundamental para entender território, comportamento e reprodução da espécie, considerada um dos principais indicadores de equilíbrio ambiental no Pantanal.

108 mil hectares de preservação
A RPPN Sesc Pantanal é a maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do Brasil, com 108 mil hectares de área protegida. Localizada em Mato Grosso, a unidade é considerada um laboratório a céu aberto do Pantanal primitivo.
Ali, pesquisadores acompanham a dinâmica das águas, o comportamento da fauna e a regeneração da vegetação em uma das regiões mais preservadas do bioma. A área também desenvolve ações de educação ambiental e turismo sustentável.
A presença frequente de Corixo próximo à água não é coincidência. No Pantanal, os corixos concentram presas como capivaras e jacarés, o que torna esses ambientes estratégicos para a sobrevivência da onça-pintada.
Ao destacar o felino em meio às áreas alagadas, o vídeo divulgado nas redes reforça a importância da conservação das áreas úmidas, ecossistemas essenciais para a manutenção da biodiversidade e para o equilíbrio climático.
A publicação integra a série “Onça a Onça”, que apresenta individualmente os felinos que vivem na reserva. A proposta é aproximar o público da realidade do Pantanal e mostrar que cada onça tem identidade própria, território definido e papel fundamental no ecossistema.






