Uma comissão da ONU acusou a Rússia de cometer crimes contra a humanidade ao forçar o deslocamento de cidadãos ucranianos de territórios sob ocupação russa ou áreas de expansão. A denúncia foi feita em Genebra, durante reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Segundo a comissão, o terror imposto à população ucraniana forçou milhares a fugir. As investigações apontam para ataques com drones e deportações como parte de um esforço coordenado das autoridades russas para ampliar o controle territorial na Ucrânia. A comissão destaca que forçar a população a sair faz parte dessa estratégia.
As evidências confirmam ataques russos em localidades que se estendem por mais de 300 quilômetros na margem direita do rio Dniepre, área controlada pela Ucrânia. Forças armadas russas atacam civis em movimento e bens civis, incluindo residências e infraestrutura essencial, nas províncias de Kherson, Dnipropetrovsk e Mykolaiv.
A comissão detalhou o uso de drones pelas forças russas, que permitem observação e acompanhamento de alvos em tempo real. Explosivos são lançados contra as vítimas. A comissão também ressaltou a divulgação de vídeos mostrando civis mortos ou feridos em canais do Telegram ligados às forças armadas russas, caracterizando o crime de guerra de ultraje contra a dignidade.
Além disso, drones teriam sido direcionados contra equipes de resgate, ambulâncias e bombeiros, impedindo-os de prestar socorro após os ataques. A comissão confirmou que ataques com armas explosivas em áreas povoadas continuam sendo a principal causa de vítimas civis, com um aumento de pelo menos 40% em relação ao ano anterior.




