A aposentada Adeair Maria Cândido Vilela, de 62 anos, procurou ajuda para resolver a situação crítica em que se encontra. Diagnosticada com câncer de mama em outubro do ano passado, a paciente ainda não iniciou o tratamento oncológico, o que resultou no agravamento de sua saúde. Adeair decidiu realizar exames durante a campanha Outubro Rosa, que promove a prevenção da doença, e acabou descobrindo que o nódulo que acreditava ser benigno se tratava, na verdade, de um tumor maligno.
De acordo com a paciente, antes de seu diagnóstico, ela realizava mamografias anualmente pela rede pública e sempre foi informada de que o nódulo em seu seio direito não era preocupante. Apesar de observar um aumento progressivo da massa, a informação recebida sobre o cisto benigno fez com que não buscasse um tratamento mais aprofundado. "Meu peito estava bastante inchado, mas eu sempre fiz mamografia pelo posto. Sempre me falavam que era um cisto, que não era nada", comentou.
Após receber a ligação para buscar o resultado dos exames, Adeair foi surpreendida com a confirmação do câncer de mama. A notícia chegou em um evento festivo, com a presença de autoridades e da imprensa, o que ela considerou inadequado e constrangedor. “Achei estranho. Como você vai dar uma notícia dessa no meio de uma festa?”, questionou a aposentada, que agora enfrenta uma situação crítica com um tumor em carne viva, além de dores constantes.
Nos meses seguintes ao diagnóstico, a paciente enfrentou uma verdadeira peregrinação em busca de tratamento, mas ainda não conseguiu iniciar o processo necessário para a sua recuperação. A falta de um encaminhamento adequado ao SUS (Sistema Único de Saúde) tem sido um dos principais obstáculos enfrentados por Adeair, que aguarda por uma solução para seu estado de saúde.
A situação de Adeair não é isolada, e ela faz um apelo por mais atenção e agilidade no tratamento de pacientes com câncer. Com o tumor avançando, a aposentada se vê em uma situação desesperadora, sem perspectivas de um início de tratamento oncológico. O Hospital Alfredo Abrão, onde Adeair está vinculada, afirmou que todos os procedimentos e autorizações foram realizados dentro dos prazos legais e que a instituição está à disposição para prestar toda a assistência necessária.
A direção do hospital ressaltou que a paciente já foi informada sobre o andamento do seu caso ao Ministério Público e que não houve recusa de atendimento. O HCAA reafirmou seu compromisso com a ética e a qualidade no atendimento, buscando sempre o acolhimento e o cuidado com os pacientes.






