Na manhã desta terça-feira (28), a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) recebeu informações sobre a ocorrência de maus-tratos e estupro de vulnerável envolvendo um menino de apenas 1 ano e 8 meses. Os suspeitos são um homem de 21 anos e uma mulher de 31 anos, que teriam cometido os crimes em Campo Grande.
A situação veio à tona após um chamado ao COPOM, que relatou um colapso cardiorrespiratório da criança no bairro Vila Santa Luzia. Por volta das 7 horas, o padrasto percebeu que o menino estava em estado crítico, após a mãe ter saído de casa por volta das 6 horas. Ele acionou a Polícia Militar, que, ao chegar no local, iniciou manobras de reanimação que foram continuadas pela equipe do SAMU. A criança foi levada em estado grave para a Santa Casa, onde permanece internada.
Durante o atendimento médico, foram identificados múltiplos hematomas pelo corpo da criança, além de indícios que sugeriam um possível abuso sexual. Essa descoberta levou os profissionais de saúde a informar a polícia, que iniciou a investigação. No local, a polícia encontrou vestígios de sangue na cama e na coberta do casal, o que levou à requisição de uma perícia forense completa.
Após a análise clínica, foi constatada a presença de hematomas na cabeça da criança, que se estendiam até a área ocular. Diante da gravidade das evidências, o padrasto foi autuado em flagrante pelos crimes de maus-tratos majorados e estupro de vulnerável, com aumento de pena, conforme os artigos 136 e 217-A do Código Penal. A prisão preventiva do suspeito foi solicitada ao Poder Judiciário devido à seriedade dos fatos e ao risco à ordem pública.
A mãe também foi detida em flagrante pelo crime de maus-tratos. Ambos os autores aguardam a audiência de custódia, onde suas situações serão avaliadas. A DEPCA reafirma seu compromisso com a proteção dos direitos das crianças e adolescentes e solicita que a população denuncie qualquer indício de maus-tratos ou abuso sexual através do Disque 100, pelo 190 (Polícia Militar) ou diretamente pelo telefone (67) 3323-2500.
Em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei nº 8.069/1990), a identificação da vítima não será divulgada, visando garantir sua proteção integral.






