A pavimentação do terceiro trecho da Rota Bioceânica no Paraguai está prevista para ser finalizada em janeiro de 2027. A obra, que abrange 224 quilômetros da rodovia PY15, liga as cidades de Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, na fronteira com a Argentina. O presidente paraguaio, Santiago Peña, visitou recentemente os trabalhos de pavimentação na região do Chaco.
Esse trecho é considerado essencial para a viabilização do Corredor Bioceânico, também conhecido como RILA (Rota da Integração Latino-Americana) ou Corredor Rodoviário de Capricórnio. A Rota Bioceânica é uma extensa via que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico, passando por Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. No Brasil, o acesso à rota se dá por meio de Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul.
Os quatro países envolvidos no projeto esperam que o corredor se torne uma importante via para o escoamento de produtos e importação de mercadorias entre as nações sul-americanas e mercados asiáticos, o que pode reduzir em até 30% os custos e em até 15 dias o tempo de transporte em comparação com rotas marítimas tradicionais, como o Canal do Panamá.
O MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai) informou que a Rota Bioceânica foi dividida em três trechos para a pavimentação. O primeiro, que vai de Carmelo Peralta a Loma Plata, possui 277 quilômetros e já foi concluído, com um investimento de US$ 443 milhões. Em Carmelo Peralta, a construção da Ponte da Bioceânica, que liga o Paraguai ao Brasil, por Porto Murtinho, está com 89% das obras finalizadas.
O segundo trecho, que se estende de Cruce Centinela a Mariscal Estigarribia, tem uma extensão de 102 quilômetros e um investimento estimado de US$ 200 milhões, com financiamento já autorizado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Enquanto a pavimentação do terceiro trecho não é concluída, uma rodovia alternativa, a PY09, foi remodelada para oferecer suporte na região.
Atualmente, o terceiro trecho está com 35% de avanço nas obras, que já ultrapassaram marcos importantes, como a construção de 50 quilômetros de aterro e a instalação de 57 linhas de bueiros, essenciais para a durabilidade da via no solo do Chaco. O projeto prevê uma pista de 7 metros de largura com acostamentos de 2,5 metros e passagens de fauna para preservar o meio ambiente. O MOPC estima que a obra beneficiará diretamente cerca de 41 mil pessoas em Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, e indiretamente mais de 225 mil habitantes de diversas localidades do Chaco.






