O pastor Antônio de Jesus Charupá Mâncio, conhecido como Charupá do Povo, foi nomeado pela prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, para um cargo comissionado na Secretaria Especial de Articulação Regional, pasta comandada por Darci Caldo. A publicação no Diário Oficial do Município ocorreu em 12 de fevereiro de 2025, com salário de R$ 5.359,59. A função é de gestor de projetos, com símbolo DCA-06.
A nomeação ocorreu após a divulgação de um áudio em que Charupá demonstrava insatisfação por ter trabalhado na campanha eleitoral de 2024, defendido a candidatura de Adriane e enfrentado discussões para apoiá-la sem receber oportunidade na administração após a vitória nas urnas. Depois da repercussão, ele publicou vídeos nas redes sociais pedindo perdão à prefeita e reafirmando apoio. Segundo apurado na época, o pagamento com bonificações ultrapassaria os R$ 5 mil, embora o vencimento base indicado fosse de R$ 1.146,59. A reportagem buscou a folha de pagamentos mais recente no Portal da Transparência, mas o site não apresentou documentos entre março de 2025 e setembro de 2026.
Nesta quinta-feira, outra atitude do pastor chamou a atenção. Ele está entre os servidores que teriam sido enviados pela prefeita à Câmara dos Vereadores para causar confusão na sessão sobre a CPI Tapa-Buracos. A confusão começou quando ele quebrou a maquete de um manifestante contrário à gestão atual, que cobrava o conserto de buracos nas ruas. Após ter o material destruído, o homem se recusou a sair do plenário, contrariando ordens do presidente da Casa, vereador Papy, do PSDB. Diante da recusa e do tumulto, a GCM foi acionada para retirá-lo.
O vereador Maicon Nogueira, do PP, publicou vídeo nas redes sociais criticando a mobilização de manifestantes contrários à abertura da CPI do tapa-buraco. A sessão ouviria o secretário municipal de Obras, André Luiz de Araújo, conhecido como Andrezão. A vereadora Ana Portela, do PL, também criticou o episódio e classificou a situação como falta de respeito com a população. Segundo ela, a mobilização do Executivo tumultuou a sessão e impediu que os parlamentares obtivessem as informações esperadas sobre as obras e os serviços de tapa-buracos. A sessão foi encerrada após o tumulto provocado por manifestantes que apoiavam a Prefeitura.






