Pensar lucro em saca é fácil, mas pode ser perda de dinheiro

Gino Migotto, consultor de negócios e gestão, fala que é necessário ter cuidado ao atrelar a conta da safra ao resultado em sacas. Em entrevista ao Agro de Primeira MT, ele diz que, ao adotar essa fórmula, perde-se a chance de perceber possíveis perdas de valor ao longo do processo.

“O problema é quando eu não entendo o quanto de financeiro está dentro dessa saca. Quanto custou para eu produzir essa saca financeiramente. Se eu consigo saber o valor desse custo, eu sei se o mercado está me pagando um preço justo ou não”, afirma o consultor.

Apesar disso, ele não considera que seja um erro pensar na saca como resultado dessa equação custo de produção e colheita, porque é fácil e culturalmente aceito no meio agrícola.

A jornalista e produtora agrícola, Adriane Steinmetz, apresentadora do podcast, cita que até compra de veículos é negociada em sacas de soja, tamanha a aceitação dessa “moeda” no meio.

Porém, ressalta que ela mesma já começa a atrelar outra forma de encontrar o lucro de sua fazenda de soja.

Soja após colheita em Mato Grosso do Sul: lucro é pensado em sacas.
Soja é uma das culturas que tem o lucro medido em sacas (Foto: TV Morena)

Gino Migotto completa:

“Não pensar só em saca é uma expansão da visão de negócio, é enxergar do ponto de vista financeiro. E isso é estratégico.”

O podcast Agro de Primeira MT vai ao ar semanalmente com assuntos variados dentro do agronegócio, desde gestão, passando por inovações no campo e histórias de sucesso de empreendedores.

Os episódios que estão na segunda temporada podem ser acessados e ouvidos no Spotify e no YouTube.

A editoria de Agro do portal Primeira Página também sempre publica reportagens sobre os novos episódios e traz os cortes com os principais destaques das entrevistas com especialistas da área.

Para ver a íntegra do bate-papo com Gino Migotto sobre como transformar fazendas em empresas, clique abaixo.

Primeira Pagina

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