A perseguição da prefeita Adriane Lopes contra críticos da gestão alcança até servidores concursados em Campo Grande. Um guarda civil metropolitano foi severamente castigado após denunciar precariedade na base de atendimento, segundo um denunciante que prefere não se identificar por temer retaliação.
De acordo com o denunciante, a fiação do contêiner da Guarda no Jardim Noroeste foi furtada em setembro de 2025, deixando os guardas sem energia por seis plantões. O Sindicato dos Guardas Municipais foi então ao local e exigiu o reparo. No entanto, a gestão Adriane teria descoberto a identidade do guarda que levou o caso à imprensa e ele foi remanejado sem justificativa.
“Deixaram a poeira abaixar e trocaram ele de posto”, lamenta o colega. Além disso, o servidor que reclama apontou outra situação grave: o guarda, que atuava no aterro sanitário, foi deslocado para o Terminal Nova Bahia, um local considerado de maior risco.
“O terminal é um local que ter de estar armado e esse guarda não porta arma. Devido ao fluxo de gente, ninguém sabe quem anda lá”, refletiu. O profissional perseguido ainda não chegou a tirar plantão na estação de ônibus por motivos de licença médica, mas enfatiza a situação da atual administração.
“Nem concursado escapa”, refletiu. A prefeitura de Campo Grande negou as acusações, alegando que não há registro formal de denúncia ou reclamação relacionada aos fatos citados e que o remanejamento de servidores é procedimento administrativo rotineiro. No entanto, o denunciante afirma que a gestão Adriane está perseguindo servidores que denunciam irregularidades.


