Piloto condenado por tráfico de drogas morre em queda de avião em São Paulo

Na madrugada do dia 18 de abril, um acidente aéreo resultou na morte de Gabriel Bispo Gonçalves, de 29 anos, na zona rural de Altair, próximo ao município de Olímpia, interior de São Paulo. O piloto estava a bordo de um avião modelo Cessna U206E, prefixo PT-XRI, quando a aeronave caiu em uma área próxima a uma colheita de cana-de-açúcar, onde posteriormente ocorreu um incêndio que consumiu o local.

A Polícia Militar foi acionada para investigar o ocorrido e, ao chegar, encontrou a área já devastada pelas chamas. O reconhecimento de Gabriel foi feito por pessoas próximas aos seus familiares, que informaram que ele residia em Sanga Puitã, distrito de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. O corpo do piloto foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal) de Barretos, em São Paulo, para a realização de exames.

Conforme apurações iniciais, a aeronave estava com seu certificado de aeronavegabilidade suspenso, já que o CVA (Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade) havia vencido no dia 9 de abril. Equipes da Polícia Científica e do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos foram mobilizadas para investigar as causas da queda do avião.

Em fevereiro de 2024, Gabriel Bispo Gonçalves havia sido condenado a oito anos e dois meses de reclusão por sua participação em um esquema de tráfico de drogas. Ele era responsável pela aquisição de uma aeronave que buscava um carregamento de cocaína no Paraguai, utilizando um “laranja inconsciente” para registrar o veículo.

Na mesma investigação, André Luiz, que pilotava a aeronave na época do crime, entrou para a lista da Interpol após desaparecer quando recebeu prisão domiciliar. Ele foi condenado a 11 anos e 1 mês de prisão por sua participação nas atividades ilícitas relacionadas ao tráfico de drogas.

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