
Um ataque envolvendo um cão da raça pitbull deixou um cachorro morto e outro ferido no bairro Jardim Ikaray, em Várzea Grande, na quarta-feira (4). O caso foi registrado por câmeras de segurança instaladas nas ruas da região e gerou preocupação entre os moradores do bairro.
As imagens mostram o pitbull correndo atrás de um cão de pequeno porte, alcançando e atacando o animal. Em outro trecho, o cachorro repete o comportamento com um segundo cão. Um dos animais não resistiu aos ferimentos e morreu no local, enquanto o outro conseguiu escapar após o ataque.
Em entrevista à TV Centro América, a tutora de um dos cães relatou que havia saído de casa com o marido para levar a filha à escola e, ao retornar, foi informada por vizinhos sobre o ocorrido. Segundo ela, o imóvel onde o pitbull vive passa por reformas e permanece a maior parte do tempo sem moradores, sendo ocupado apenas por trabalhadores da obra.
“Quando a gente chegou em casa é que fomos ver a real situação. Minha filha tem 7 anos e está bem chateada, bem chorona, porque esse era o animalzinho dela.
Segundo ela, o portão da casa pode ter sido deixado aberto, permitindo que o animal escapasse. O episódio aumentou o clima de insegurança no bairro, especialmente entre famílias com crianças que costumam brincar nas ruas próximas ao local do ataque.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil para saber se o caso está sob investigação, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
Debates no Legislativo
No âmbito nacional, tramita na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei nº 417/25, que busca estabelecer regras para a criação, circulação e comércio de cães considerados potencialmente perigosos, como pitbull e american staffordshire.
A proposta prevê medidas como registro nacional dos animais, identificação por microchip, responsabilidade civil dos tutores e exigências de controle em locais públicos, incluindo guia curta, coleira reforçada e, em alguns casos, focinheira, além de restrições para comercialização e penalidades em caso de descumprimento
Em Mato Grosso, a legislação estadual passou por alterações em 2021, modificando dispositivos da lei que trata da circulação de cães de médio, grande e gigante porte em espaços públicos. A norma manteve a obrigatoriedade do uso de coleira e guia curta de condução, mas retirou a exigência geral do uso de focinheira, flexibilizando as regras para tutores desses animais em locais públicos e de grande circulação
Apesar da mudança, especialistas e autoridades reforçam que a responsabilidade pela guarda e contenção dos animais continua sendo dos tutores, que podem responder civil e criminalmente por eventuais danos causados.



