O Comando da Polícia Militar de MS repudiou, nesta terça-feira (17), as acusações infundadas relacionadas à morte da travesti Gabriella dos Santos, de 27 anos, ocorrida em Campo Grande na segunda-feira (16). A corporação afirma que não há evidências que sustentem alegações de ‘extermínio’ de grupos sociais, incluindo transexuais e moradores de rua.
Em nota, a PMMS lamentou o uso do termo ‘extermínio’ por ativistas, destacando que essa palavra implica uma prática sistemática e reiterada contra um grupo social, o que requer comprovação objetiva. A Polícia Militar enfatizou que suas ações não são direcionadas por identidade ou condição social, mas sim pela necessidade de manter a ordem pública.
A abordagem que resultou na morte de Gabriella envolveu um grupo apontado como causador de transtornos em um cruzamento. Durante a abordagem, Gabriella lutou com um policial, levando à queda da arma do agente, que foi então apontada contra a equipe. A situação levou a um disparo para cessar a agressão, resultando em Gabriella sendo atingida por pelo menos quatro tiros.
Após ser socorrida, a travesti passou por uma parada respiratória e foi levada à UPA Coronel Antonino, mas não resistiu aos ferimentos. A PMMS também defendeu que as críticas sobre o número de disparos não têm fundamento, uma vez que o uso da força é baseado na necessidade de neutralizar uma ameaça imediata.






