Na manhã desta sexta-feira, 4 de setembro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Polaridade, com o objetivo de investigar um grupo suspeito de fraudar processos administrativos relacionados à aquisição e registro de armas de fogo destinadas a Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs).
Durante a operação, foram cumpridos 20 mandados de prisão e 26 mandados de busca e apreensão, envolvendo tanto pessoas físicas quanto jurídicas. As ações ocorreram em diversas localidades do estado do Rio de Janeiro e no município de Vila Velha, no Espírito Santo. Até o momento, onze indivíduos foram presos em flagrante, e foram apreendidos fuzis e pistolas, com as equipes ainda em diligências para capturar os demais envolvidos.
As investigações tiveram início após a detecção de irregularidades em processos analisados na Delegacia de Polícia Federal em Niterói, na região metropolitana do Rio. As apurações revelaram que um colaborador terceirizado, ligado ao Núcleo de Armas, teria aprovada requerimentos sem a documentação necessária, além de solicitações acompanhadas de documentos falsificados ou inadequados às exigências legais.
Constatou-se também a repetição de documentos por diferentes requerentes e o uso de comprovantes de residência falsificados, além da falta de documentos essenciais para a análise dos pedidos. As investigações ainda apontaram possíveis conexões entre alguns requerimentos e armas de fogo que foram apreendidas em operações policiais anteriores.
Os suspeitos poderão ser responsabilizados por uma série de crimes, incluindo organização criminosa, inserção de dados falsos em sistemas da Administração Pública, corrupção passiva, falsidade ideológica, utilização de documentos falsos e comércio ilegal de armas de fogo. Outras infrações poderão ser identificadas à medida que as apurações prosseguirem.




