Polícia mata condenado por execução de investigador em Ponta Porã

Na manhã desta quarta-feira (8), em Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande, Robson Dantas Moreira, de 35 anos, foi morto durante uma operação da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf). Condenado por sua participação na execução do investigador da Polícia Civil Wescley Vasconcelos Dias, em 2018, Robson estava sob regime semiaberto e utilizava tornozeleira eletrônica.

Durante a abordagem, ele foi encontrado em posse de drogas e um revólver calibre 38. A Polícia Civil informou que Robson reagiu à tentativa de captura, levando os policiais a atirarem. Ele foi socorrido, mas chegou sem vida ao Hospital Regional de Ponta Porã. Este caso marca a 74ª morte por intervenção policial em Mato Grosso do Sul neste ano.

As equipes da Derf estavam em Ponta Porã desde segunda-feira (6), intensificando ações de combate à criminalidade na região de fronteira com o Paraguai. Na noite anterior à operação, os investigadores receberam informações sobre um homem armado escondido em uma residência na Vila Ministro Salgado Filho. Ao chegarem ao local, Robson teria atirado contra os policiais, o que motivou a intervenção.

A perícia criminal e o delegado plantonista foram acionados para investigar a ocorrência. O revólver e as drogas apreendidas com Robson passarão por exame pericial.

A execução de Wescley Vasconcelos Dias ocorreu em 6 de março de 2018, quando ele foi alvejado com 25 disparos de fuzil calibre 7,62, em Ponta Porã. A investigação revelou que o crime foi encomendado por Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, conhecido como "Minotauro", que liderava o Primeiro Comando da Capital (PCC) na época. Após descobrir a verdadeira identidade de Minotauro, Wescley iniciou diligências para prendê-lo, incluindo o monitoramento de sua esposa.

Robson Dantas Moreira foi identificado como motorista de uma Chevrolet Captiva que deu suporte aos atiradores no dia do crime. Sua condenação foi de 14 anos de reclusão, mas ele recorreu e estava cumprindo pena em regime semiaberto. Sérgio de Arruda Quintiliano Neto foi preso em 4 de fevereiro de 2019, em Balneário Camboriú (SC), e atualmente cumpre pena no sistema penitenciário federal, com condenações que ultrapassam 61 anos de reclusão.

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