Policial Civil é Acusado de Aceitar Propina

A Justiça de Mato Grosso do Sul revogou parcialmente a prisão do investigador de Polícia Judiciária Augusto Torres Galvão Florindo, que foi preso em novembro do ano passado durante uma operação da Polícia Federal. A decisão foi publicada na edição desta terça-feira do Diário Oficial do Estado e cumpre determinação da 5ª Vara Federal de Campo Grande, que revogou a prisão preventiva do servidor e impôs medidas cautelares.

Conforme o texto da decisão, Augusto deverá exercer exclusivamente funções internas de natureza administrativa ou cartorária, durante o expediente regular da Polícia Civil, ficando proibido de desempenhar atividades típicas de investigação ou repressão policial. Ele também está impedido de participar de diligências externas e de integrar escalas de plantão.

A decisão judicial determinou ainda o recolhimento de distintivos, itens de indumentária com símbolos da Polícia Civil e da carteira funcional do investigador. Além disso, foi suspensa a autorização para posse e porte de arma de fogo, seja funcional ou particular, além da autorização para atuar como instrutor de armamento e tiro.

O policial, que é servidor efetivo da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), estava lotado na Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras). Com a revogação parcial do afastamento, a administração superior da Polícia Civil deverá adequar o servidor à unidade compatível com as restrições impostas, até o trânsito em julgado da ação penal ou nova determinação da Justiça.

A medida passa a valer a partir da data da publicação. Augusto foi preso em novembro do ano passado, quando foi abordado pela Polícia Federal enquanto recebia aproximadamente R$160 mil, que seriam uma propina paga por ele para facilitar as atividades de criminosos contrabandistas em território sul-mato-grossense. Além disso, um ex-guarda municipal foi preso em conjunto com o investigador. As prisões foram resultado de uma denúncia anônima feita à Polícia Federal.

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