Policial de MS encontra rim compatível após 13 tentativas e transforma sua vida

Anderson foi diagnosticado em 13 de março de 2009 com nefropatia por IgA, popularmente conhecida como doença de Berger. Desde 6 de abril daquele ano, ele estava em tratamento, incluindo sessões de hemodiálise que se estenderam por 16 anos e 8 meses, em busca de um transplante que parecia distante.

Durante esse período, ele passou por diversos centros de tratamento em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, enfrentando 12 tentativas de transplante sem sucesso por causa de incompatibilidade. Anderson, que trabalha como investigador da Polícia Civil desde 2006, relata que a expectativa constante de um telefonema para uma nova convocação afetava sua rotina. "É uma espera que mexe com o psicológico", conta.

Após um acompanhamento no Hospital do Rocio, em Campo Largo-PR, onde ficou por cerca de dois anos e meio, a 13ª convocação trouxe a tão esperada notícia. A convocação ocorreu na madrugada de 13 de outubro de 2022, e a rapidez na mobilização para o transplante foi crucial. "Quando deu certo, foi como ganhar uma nova vida", afirma.

O suporte logístico foi um fator determinante para o sucesso do procedimento. Anderson recebeu apoio aéreo em momentos críticos, viabilizado pelo Governo do Estado, permitindo que ele chegasse a tempo para o transplante. Ele enfatiza a importância desse apoio: "Sem esse tipo de suporte, muita gente não consegue chegar a tempo".

Claire Miozzo, coordenadora da CET (Central Estadual de Transplantes), e Gustavo Rapassi, cirurgião responsável pelo programa, ressaltam a agilidade no transporte de órgãos como vital para aumentar as chances de sucesso dos transplantes. Desde 2023, já foram realizadas 39 missões aéreas para captação e transporte de órgãos, com 19 delas apenas no último ano.

O transporte aéreo foi destacado como decisivo para viabilizar os procedimentos, já que muitos pacientes estão em situações críticas. "Reduzir o tempo de transporte é essencial para que o órgão chegue a tempo e seja aproveitado", concluem os especialistas.

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