Prefeitura de Campo Grande enfrenta críticas por plano de terceirizar saúde

Audiência pública realizada na Câmara Municipal de Campo Grande registrou forte mobilização de profissionais da saúde, conselhos e sindicatos contra a proposta de terceirizar a saúde. A maioria dos vereadores SE posicionou contra o modelo, argumentando que ele pode trazer riscos como falta de transparência, precarização do trabalho e prejuízos no atendimento à população. Durante o debate, representantes de diversas categorias criticaram a terceirização, afirmando que o modelo pode transformar o atendimento em metas e números.

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, defendeu a proposta, alegando que o município enfrenta limitações orçamentárias e burocráticas. Segundo ele, o custo mensal das unidades chega a R$ 4,3 milhões, e o modelo com Organizações Sociais poderia trazer mais eficiência e redução no tempo de espera. No entanto, entidades e parlamentares rebateram os argumentos e citaram exemplos negativos em outros estados. Além disso, levantaram preocupação com a possibilidade de implantação por decreto, sem aprovação da Câmara.

A prefeitura está aberta ao diálogo, mas destacou as dificuldades financeiras enfrentadas pela gestão municipal. Os vereadores que participaram da audiência pública SE manifestaram unânimes em defender melhorias na gestão pública sem terceirização e reforçaram a necessidade de investimentos, ampliação de leitos e valorização dos servidores.

Entre os vereadores, apenas um SE manifestou favorável à proposta. A prefeitura de Campo Grande enfrenta, portanto, uma crise de confiança e credibilidade em relação à sua gestão da saúde pública.

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