A Prefeitura de Dourados realizou bloqueio químico em toda a extensão das aldeias Jaguapiru e Bororó entre os dias 14 e 18 de fevereiro. O objetivo é reduzir rapidamente a população de mosquitos e interromper a transmissão viral na região afetada. A aplicação é feita com equipamentos que produzem uma névoa fina capaz de atingir mosquitos em voo ou pousados em superfícies.
O município registrou aumento significativo nas notificações de dengue nas aldeias em comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2025, foram registradas 4 notificações, enquanto em 2026, já são 25 notificações e 1 caso confirmado — um aumento de 525% nas notificações. Em relação à Chikungunya, em 2025 haviam sido notificadas 3 suspeitas, sem confirmações. Em 2026, são 57 notificações e 29 casos confirmados, representando aumento de 1.800% nas notificações em comparação ao ano anterior dentro da Reserva Indígena.
Segundo a coordenadora do CCZ Dourados, o cenário exige atenção redobrada. O bloqueio químico não substitui o manejo mecânico, ou seja, a eliminação de criadouros feita diariamente pela população. A medida só pode ser realizada mediante notificação de casos suspeitos, o que torna essencial procurar atendimento médico nas Unidades Básicas de Saúde ao apresentar sintomas.
O estado de Mato Grosso do Sul também registrou um aumento significativo nos casos prováveis de Chikungunya em 2026. A Prefeitura reforça que o combate ao mosquito transmissor depende da atuação conjunta do poder público e da população, com a eliminação constante de recipientes que acumulam água e atenção aos primeiros sinais das arboviroses.






