Preferência Política: Servidores da Educação Infantil Exigem Reunião com a Prefeita

Em uma demonstração de força, servidores da educação infantil lotaram a entrada da Câmara Municipal em Campo Grande, na terça-feira (3), apesar da chuva. Eles aguardavam ansiosos para entrar no plenário e acompanhar a sessão, onde pretendiam denunciar as condições precárias de trabalho e reivindicar melhorias. Os profissionais entoaram uma convocação para a prefeita Adriane Lopes comparecer à sessão e ouvir as reivindicações dos servidores públicos municipais.

A luta dos assistentes de educação infantil em Campo Grande começou a ganhar força na quinta-feira (29), quando eles se reuniram na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social no MS (SINTSSMS) para denunciar as condições precárias de trabalho. As principais demandas incluem a elevação do vencimento para R$ 2.500, a concessão de vale-alimentação de R$ 300, o cumprimento da lei do atestado de acompanhante, a correção do enquadramento funcional da categoria e a revisão das atribuições exercidas nas unidades, além da redução da superlotação de crianças em salas pequenas, inclusive com alunos com deficiência.

Um dos temas centrais da reunião foi o enquadramento publicado no Diário Oficial que classifica os assistentes de educação infantil como monitores de alunos, nomenclatura que, segundo a categoria, não corresponde às atividades que exercem no dia a dia. Os trabalhadores defendem que o cargo de assistente de educação infantil seja reconhecido formalmente, inclusive no concurso público prometido pela prefeitura desde 2023.

Além das questões salariais, as profissionais relataram situações de desvio de função, como exigência de elaboração de planejamento pedagógico e diários, atribuições típicas do magistério, além de episódios de assédio, perseguição e pressão psicológica em algumas unidades. A superlotação é outro problema constante, com salas pequenas abrigando até 30 ou mais crianças, dificultando a garantia de condições adequadas de atendimento.

O encontro contou com a participação do vereador Landmark Rios (PT) e da vereadora Luíza Ribeiro (PT). A categoria poderá paralisar as atividades em 9 de fevereiro se não houver acordo. A prefeita Adriane Lopes ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação.

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