A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, conhecida pela sigla NOAA, atualizou sua previsão para o El Niño, indicando uma probabilidade de 90% de que o fenômeno atinja uma intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2023. Esse percentual é um aumento significativo em relação ao boletim anterior, divulgado em 9 de julho, que estimava a chance em 81%.
De acordo com a NOAA, as atuais projeções de temperatura do oceano sugerem uma probabilidade de 69% de que o evento se classifique entre os mais intensos registrados desde 1950. O aumento das temperaturas das águas do Pacífico Equatorial tem sido um fator determinante para essa nova previsão, refletindo um padrão de aquecimento que vem se intensificando.
O El Niño e a La Niña são manifestações de um fenômeno climático conhecido como ENOS (El Niño-Oscilação Sul). O El Niño é caracterizado por um aumento na temperatura das águas do Oceano Pacífico Equatorial, enquanto a La Niña representa um resfriamento. Este fenômeno ocorre em ciclos de dois a sete anos, com uma duração média de doze meses, e tem um impacto direto no aumento das temperaturas globais.
No último boletim mensal da NOAA, o índice semanal da região Niño 3.4, um dos principais indicadores para monitorar a evolução do fenômeno, estava registrado em +1,2°C. A atualização das condições do oceano, publicada em 10 de agosto, indicou que essa anomalia subiu para +1,8°C. Esse valor já é considerado suficiente para caracterizar um El Niño de forte intensidade, segundo especialistas.
Os efeitos do El Niño No Brasil variam conforme a região e a época do ano. Historicamente, o fenômeno altera padrões de chuva e temperatura, provocando aumento das chuvas no Sul, redução No Norte e partes do Nordeste, além de causar irregularidade nas precipitações No Sudeste e Centro-Oeste, com maior frequência de ondas de calor.
Especialistas apontam que um dos principais impactos esperados para os próximos meses é o aumento de períodos prolongados de calor, especialmente durante a primavera e o verão. Mesmo com a ocorrência de La Niña e neutralidade entre os fenômenos, o aquecimento global se mantém como o principal fator influente nas mudanças climáticas.






