A Justiça decretou, em 8 de julho de 2026, a prisão do ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk. A decisão ocorre um mês após a perda de seu mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Neno Razuk foi condenado a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa, roubo e exploração do jogo do bicho, no contexto da Operação Successione.
Antes de deixar o cargo, ele respondia ao processo em liberdade, amparado pela imunidade parlamentar prevista na Constituição. O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, identificou que Neno Razuk e seus familiares faziam parte de um grupo que comandava o jogo do bicho em Dourados.
As investigações revelam que a organização criminosa buscava assumir o controle da atividade após a Operação Omertá. Além disso, integrantes do grupo foram implicados em roubos contra uma facção rival em Campo Grande, ocorridos em 2023. O filho de Neno Razuk, que cuida da defesa do ex-deputado, informou que ainda não teve acesso aos autos do mandado de prisão.
A Operação Successione investiga a disputa pelo controle do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul e aponta que indivíduos ligados ao ex-deputado participaram de três roubos em Campo Grande, em outubro de 2023. As vítimas eram funcionários de um grupo rival de exploração do jogo do bicho.
Uma casa localizada no Jardim Monte Castelo foi identificada como a base da organização criminosa, onde mais de 700 máquinas utilizadas para o jogo do bicho foram apreendidas. O juiz José Henrique Castelfranco, responsável pela sentença, destacou que o grupo tentava ocupar o espaço deixado pela Operação Omertá, que desarticulou outra organização criminosa atuante no mesmo setor.
Além de Neno Razuk, a Operação Successione resultou na condenação de outras dez pessoas apontadas como integrantes da organização. Uma segunda denúncia relacionada ao caso ainda aguarda decisão da Justiça.






