A sua permanência à frente da Sisep se deve à sua capacidade de gerenciar obras de pavimentação e drenagem, além de garantir a entrega de serviços em áreas que beneficiavam vereadores aliados, o que lhe conferiu apoio político. No entanto, Fiorese foi exonerado do cargo em 11 de janeiro de 2023, por Adriane Lopes, que sucedeu Marquinhos após sua renúncia para concorrer nas eleições de 2022.
Apesar da exoneração, Fiorese não ficou afastado da política por muito tempo. Ele continuou a ser uma figura influente, recebendo apoio de aliados, incluindo o ex-prefeito Marquinhos Trad, que defendeu sua integridade ao afirmar ter "a mais absoluta certeza de que ele é correto e íntegro". Trad mencionou estudos do CREA e da UFMS para justificar os altos valores gastos em obras de tapa-buraco, insinuando que a operação poderia ter motivações políticas.
A situação de Rudi Fiorese ilustra a continuidade de um ciclo de corrupção que permeia a administração pública no Brasil, onde, muitas vezes, os mesmos indivíduos ocupam diferentes cargos em diferentes administrações, mesmo diante de escândalos. O desfecho da Operação Buraco Sem Fim, que resultou na prisão de Fiorese, evidencia a persistência de práticas corruptas no setor público.
O Correio do Estado tentou contato com a assessoria do secretário Guilherme Alcântara e a defesa de Rudi Fiorese, mas até o fechamento da edição, não houve resposta.





