Rafael de Gois, CEO do Grupo Fictor, é investigado por fraudes bancárias pela PF

A Polícia Federal deflagrou a Operação Fallax nesta quarta-feira, focando no sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor, Rafael de Gois. O grupo criminoso do qual ele faz parte é suspeito de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além de estelionato e lavagem de dinheiro. As fraudes em investigação podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões.

A PF informou que foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo. As ações ocorreram em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A operação também incluiu medidas cautelares para rastrear ativos financeiros, com a quebra de sigilos bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 jurídicas, além do bloqueio de bens que podem chegar a R$ 47 milhões.

As investigações começaram em 2024, após a identificação de um esquema voltado para obter vantagens ilícitas. O grupo utilizava funcionários de instituições financeiras para inserir dados falsos em sistemas bancários, permitindo saques e transferências ilegais. Os valores obtidos eram convertidos em bens de luxo e criptoativos para dificultar o rastreamento.

Os investigados poderão enfrentar diversas acusações, incluindo organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional, com penas que podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

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