Reinaldo Azambuja critica redução de repasses federais para a saúde em congresso municipalista

Durante a abertura do Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, o ex-governador Reinaldo Azambuja, que se posiciona como pré-candidato ao Senado, criticou a queda na participação do governo federal no financiamento da saúde pública. Em seu discurso voltado a prefeitos e gestores municipais, Reinaldo enfatizou que as prefeituras têm absorvido uma parte crescente dos custos com saúde, enquanto a contribuição da União vem diminuindo nos últimos anos.

Com base em dados do Conass e do Conasems, Reinaldo apontou que a participação do governo federal nos investimentos em saúde caiu de aproximadamente 52% para 40% ao longo de 20 anos. Em contrapartida, os municípios passaram a arcar com uma parcela maior das despesas, que subiu de cerca de 25% para mais de 34%. O ex-governador destacou que essa mudança tem sobrecarregado as administrações municipais, que são responsáveis pelo atendimento mais próximo da população.

"Isso precisa mudar. As pessoas vivem nos municípios e é nas cidades que elas precisam de atendimento, medicamentos, exames e tratamento", afirmou Azambuja, ressaltando a necessidade de uma revisão na distribuição de recursos entre os diferentes níveis de governo.

Reinaldo também defendeu uma parceria mais efetiva entre os governos e as prefeituras para a realização de obras e investimentos. Ele recordou a criação do programa Governo Presente durante sua gestão, que resultou em mais de R$ 8 bilhões em investimentos em diversas áreas, como saúde, educação e infraestrutura nos municípios de Mato Grosso do Sul. "O Governo foi aos municípios ouvir, planejar e investir", destacou.

O ex-governador mencionou que essa política de colaboração continua na gestão de Eduardo Riedel, por meio do programa MS Ativo Municipalismo. Em seu papel de pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja utilizou o evento para clamar por uma representação mais robusta dos municípios no Congresso Nacional, especialmente com as mudanças previstas na reforma tributária.

"Os municípios precisam de autonomia, segurança financeira e participação justa na divisão dos recursos públicos", defendeu. Ao concluir sua participação no congresso, Reinaldo reafirmou sua crença no fortalecimento das cidades como um caminho para o desenvolvimento do Brasil, afirmando: "Eu acredito numa verdade simples: o Brasil só será forte quando seus municípios forem fortes."

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