A emergência da Santa Casa de Campo Grande está passando por um momento crítico de superlotação, com mais de 100 atendimentos registrados em um período de 24 horas. Marcos Bonilha, coordenador médico do Pronto-Socorro, explicou que essa situação é incomum, embora a unidade já enfrente frequentemente a superlotação. Ele destacou que, atualmente, o hospital tem recebido um número crescente de "pacientes clínicos", além de ser um centro de referência para casos de politraumatismo e doenças cardíacas.
Na manhã desta quinta-feira, 2 de novembro, a unidade atendia 91 pacientes no setor de emergência. Bonilha observa que os casos têm chegado com uma gravidade maior, incluindo pacientes mais jovens com infarto e descontrole de glicemia. Essa realidade tem exigido que os pacientes em condições menos graves permaneçam em corredores, onde ficam aguardando até 24 horas por um leito disponível.
Recentemente, a Santa Casa também atendeu quatro vítimas de um acidente ocorrido em São Gabriel do Oeste, onde um ônibus que transportava trabalhadores saiu da pista após ser atingido por uma carreta. O acidente, que ocorreu no final da tarde do dia 1º de novembro, na BR-163, resultou em quatro pessoas gravemente feridas e outras 45 necessitando de avaliação médica.
Bonilha comentou sobre o déficit financeiro que a Santa Casa enfrenta, o que impacta a capacidade de oferecer acomodações ideais aos pacientes. Apesar da situação desafiadora, ele garantiu que os atendimentos são realizados com as devidas condições necessárias.
Diante desse cenário, a situação na emergência da Santa Casa reflete um problema maior na assistência à saúde na região, que demanda atenção e soluções eficazes para melhorar o atendimento à população.






