Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, o cuidado com a saúde auditiva dos idosos se torna uma prioridade de saúde pública. A perda auditiva, comum com o envelhecimento, impacta a comunicação, cognição e o bem-estar emocional. No entanto, a prevenção, a detecção precoce e o tratamento são possíveis.
A presbiacusia, degeneração natural do sistema auditivo, é a perda auditiva mais frequente na velhice, afetando principalmente as frequências agudas e dificultando a compreensão da fala. A exposição a ruídos, doenças crônicas, medicamentos ototóxicos e infecções prévias também podem agravar o quadro.
O uso de cotonetes pode prejudicar a audição, empurrando a cera para o fundo do canal auditivo, causando acúmulo, infecções e até perfuração do tímpano. Recomenda-se limpar apenas a parte externa da orelha com uma toalha úmida.
A fonoaudiologia desempenha um papel crucial na prevenção e reabilitação, realizando exames audiológicos periódicos para detectar alterações precocemente, orientando sobre prevenção e estimulando a audição com exercícios auditivos e cognitivos.
A dificuldade para entender conversas, o aumento do volume da , zumbido constante e quedas frequentes podem indicar perda auditiva. Recomenda-se uma avaliação a cada um ou dois anos, mesmo sem sintomas. O acompanhamento é essencial para usuários de aparelhos auditivos, com ajustes conforme o feedback do paciente e uso gradual, com apoio do fonoaudiólogo. Desmistificar o aparelho auditivo como sinal de incapacidade é importante, pois ele representa autonomia e reconexão com o mundo.
Ouvir música identificando instrumentos, tentar localizar sons de olhos fechados, jogos de memória sonora e comentar podcasts são exercícios que estimulam a audição. Conversar em ambientes tranquilos e bem iluminados, aproveitando a leitura labial, também é uma estratégia valiosa.
Controlar doenças crônicas, evitar medicamentos ototóxicos, manter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos protegem a saúde auditiva. A vacinação contra gripe, pneumonia e meningite também é importante, pois essas doenças podem afetar o sistema auditivo.
A perda auditiva não tratada pode levar ao isolamento social, depressão e declínio cognitivo. Cuidar da audição é cuidar da mente e das relações. O afastamento das conversas devido à dificuldade em acompanhar impacta diretamente a qualidade de vida. Informação e ação precoce são fundamentais. A audição deve ser acompanhada com o mesmo cuidado dedicado à visão, pressão arterial ou glicemia. Ouvir bem é essencial para viver bem.





