A Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos tem avançado na implementação de práticas sustentáveis com o projeto Sead Lixo Zero. Desde sua implantação em outubro de 2024, a iniciativa visa a gestão adequada dos resíduos sólidos gerados nas unidades da Secretaria. Até o momento, a ação já possibilitou a destinação ambientalmente responsável de mais de 18 toneladas de resíduos anualmente, promovendo uma cultura institucional voltada para a sustentabilidade.
Uma das principais ações do projeto é a compostagem de resíduos orgânicos, que, em cerca de um ano, resultou no reaproveitamento de aproximadamente 9 toneladas de materiais, transformados em adubo. Parte desse composto foi distribuída entre os servidores, incentivando a adoção de práticas sustentáveis fora do ambiente de trabalho.
Além da compostagem, outros materiais como plástico, metal, papel, papelão e vidro são separados e encaminhados para a reciclagem através dos Locais de Entrega Voluntária (LEVs) disponíveis nas unidades da Secretaria. O projeto também abrange a logística reversa de produtos, incluindo equipamentos eletrônicos, pilhas, baterias, lâmpadas e cápsulas de alumínio de café. Até agora, foram coletados 70 quilos de cápsulas de café, 360 lâmpadas fluorescentes e de LED, além de 50 quilos de pilhas e baterias, entre outros itens.
A iniciativa não apenas reduz os impactos ambientais causados pelo descarte inadequado, mas também gera benefícios sociais significativos. Os materiais recicláveis são enviados para cooperativas, o que fortalece o trabalho dos catadores e amplia as oportunidades de geração de renda para famílias em situação de vulnerabilidade social.
Célia Sampaio, coordenadora do projeto na Sead, enfatiza a importância da participação dos servidores e da correta separação dos resíduos para o sucesso da iniciativa. Ela alerta que pequenos erros no descarte podem comprometer o reaproveitamento dos materiais e prejudicar todo o processo de reciclagem.
“Um resíduo sujo ou uma fralda descartável usada, por exemplo, quando colocados em meio aos recicláveis, podem inviabilizar todo o trabalho realizado”, afirma Célia, destacando a relevância da conscientização no processo.






