Tempestade em Campo Grande causa estragos e supera média de chuva de setembro em 12 horas

Nos últimos 12 horas, Campo Grande acumulou 80,6 milímetros de chuva, conforme dados do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) repassados pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima). Para o mês de setembro, a média histórica na capital é de 77,6 mm. A precipitação começou na quinta-feira (10) e causou um cenário de destruição na cidade.

Diversos bairros enfrentam problemas, como falta de energia elétrica e semáforos apagados. As vias estão bloqueadas devido à queda de árvores e postes, que atingiram a rede elétrica, deixando famílias sem luz por mais de 40 horas até o momento. Os ventos chegaram a atingir a velocidade de 83 km/h, contribuindo para o estrago.

Entre 17h de quinta e 6h de sexta-feira, o Corpo de Bombeiros registrou 155 chamados relacionados a árvores caídas ou com risco de queda. A situação climática adversa já havia sido prevista em alertas de tempestade emitidos pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). A previsão indica que a chuva pode variar entre 30 e 60 milímetros por hora, e entre 50 e 100 milímetros ao longo do dia, acompanhada de ventos intensos que podem alcançar até 100 km/h.

Além das chuvas, existe a possibilidade de queda de granizo, interrupções no fornecimento de energia, danos em plantações e alagamentos. A meteorologia aponta também uma queda na temperatura, que deve variar entre 21°C e 11°C até, pelo menos, a próxima quarta-feira (16).

Diante do impacto das condições climáticas, o município publicou uma edição extra do Diogrande no sábado (12), trazendo o Decreto nº 16.735. Este decreto reconhece oficialmente a situação como um desastre, classificado como tempestade e vendaval, com efeitos a partir de 11 de setembro e validade de 180 dias.

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