Neste sábado (1º), a senadora Tereza Cristina (PP) abordou pela primeira vez o convite feito para compor a chapa de Flávio Bolsonaro (PL) como vice-presidente. Durante a mega-convenção da aliança governista em Campo Grande, ela confirmou a aceitação da proposta, mas ressaltou que tal decisão dependia da aprovação do partido e da federação com o União Brasil. A senadora esclareceu: "Eu recebi o convite do Flávio Bolsonaro e disse a ele que aceitaria, mas que não era uma decisão individual. O partido e a federação, não só o PP, mas também o União Brasil, precisavam chancelar essa candidatura".
A candidatura de Tereza Cristina foi inviabilizada após a direção nacional do Progressistas decidir manter a neutralidade na disputa pela Presidência da República. Sem o apoio formal do partido e sem uma convenção nacional que aprovasse uma coligação, a senadora ficou impossibilitada de seguir adiante com sua candidatura. Tereza mencionou que essa decisão foi tomada após consultas aos diretórios estaduais e que respeita a posição da legenda: "Conversamos muito e o meu partido, o Progressistas, achou que devia manter a neutralidade. Consultou vários presidentes".
Apesar de não ser oficialmente parte da chapa, Tereza Cristina deixou claro que continuará a apoiar Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial. "Quero dizer que vou estar na campanha do Flávio Bolsonaro, de uma maneira ou de outra, ajudando, porque acredito que esse é o campo que pode colocar o Brasil no rumo de que precisamos", declarou a senadora, evidenciando que a neutralidade do partido não reflete sua posição pessoal.
A senadora ainda relacionou a articulação em torno da candidatura presidencial à aliança em Mato Grosso do Sul, que reúne partidos de centro e de direita em apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP). "Essa coligação aqui de Mato Grosso do Sul mostra isso, para pensar no Estado e pensar no que queremos para o nosso País", afirmou Tereza, destacando a importância da união entre os partidos.
Eduardo Riedel também se manifestou sobre a situação, criticando a decisão inicial do Progressistas de permanecer neutro e defendendo que a legenda deve continuar a negociar para possibilitar a participação de Tereza Cristina na chapa. Ele elogiou a senadora, afirmando que ela é uma das figuras públicas mais capacitadas para contribuir com o futuro do País. Riedel declarou: "A senadora Tereza talvez seja uma das pessoas públicas do Brasil que mais podem contribuir com o nosso futuro, pela história, pela atuação, pela capacidade de reunir pensamento e ação em prol de mudanças estruturantes".
O governador destacou que a decisão sobre a candidatura de Tereza Cristina não depende apenas dela, mas pode ser revista pela direção nacional do partido. "A gente tem que lutar até o fim para que o nosso partido, em âmbito nacional, tenha essa possibilidade de se unir, coligar e levar o nome da senadora Tereza à vice-presidência do Brasil", concluiu Riedel.






