A senadora Tereza Cristina (PP), ex-ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, figura novamente como potencial candidata a cargos de destaque no cenário político nacional, tanto para as eleições presidenciais de 2026 quanto para a presidência do Senado Federal em 2027.
Articuladores do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, defendem que a senadora sul-mato-grossense poderia ser a vice em uma possível candidatura de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, à Presidência da República. A estratégia envolveria a filiação de Tarcísio ao PL e a formação de uma aliança com um partido de centro. Essa composição seria considerada a “chapa dos sonhos” pelo próprio governador, que também foi ministro no governo Bolsonaro.
Entretanto, a candidatura de Tarcísio para 2026 ainda é incerta, e outros nomes são cogitados para a vaga de vice, incluindo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que representaria uma garantia da presença de um membro da família do ex-presidente na disputa. O senador Ciro Nogueira (PI), dirigente do partido de Tereza Cristina, já manifestou o desejo de ser vice em uma chapa de oposição.
Em 2022, Tereza Cristina foi considerada para compor a chapa à reeleição de Jair Bolsonaro, sendo vista como um ativo importante por ser mulher e ligada ao agronegócio, o que poderia ampliar o apoio em uma eleição disputada contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar de Bolsonaro ter admitido que ela seria uma opção eleitoral vantajosa, ele manteve a estratégia anterior e indicou um general para o posto de vice, substituindo Hamilton Mourão por Walter Braga Netto. Naquele ano, Tereza Cristina se candidatou ao Senado e foi eleita.
Outra alternativa para a senadora do PP é disputar a presidência do Senado em 2027, cargo que considera ainda mais interessante. Ela chegou a cogitar candidatar-se em 2023, mas desistiu devido às articulações antecipadas de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A avaliação é de que Alcolumbre se desgastou com a oposição por não avançar com projetos de interesse do grupo, como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
A direita planeja eleger uma maioria no Senado em 2026, o que garantiria votos suficientes para eleger seu presidente em 2027. Rogério Marinho, líder da oposição, também é um possível candidato ao cargo, mas tem como prioridade se eleger governador do Rio Grande do Norte.
Embora tenha um perfil mais moderado, Tereza Cristina apoia a maioria das pautas defendidas por aliados do ex-presidente, como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e a possibilidade de ações contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em caso de descumprimento das normas jurídicas brasileiras.





